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Waking Life

waking life

Waking Life, de Richard Linklater, é um filme que certamente não é fácil de se engolir completamente na primeira vez em que é assistido, pois sempre fica faltando algo, como num sonho nebuloso que nunca conseguimos nos lembrar totalmente. Mas mesmo assim, sabemos que fomos intimamente afetados por ele, e não seremos os mesmos nunca mais.

Waking Life foi filmado com atores reais, e posteriormente, através de uma técnica denominada rotoscopia, foi transformado em uma animação, o que fortalece ainda mais o aspecto onírico do filme. Essa técnica de animação foi também utilizada em um filme posterior de Richard Linklater, O Homem Duplo. A excelente trilha sonora meio tango, meio jazz, foi composta pelo grupo Tosca Tango Orchestra, que aparece tocando em uma trecho do filme.

A dificuldade de se absorver o filme não está na formulação do roteiro, o caso aqui não é exatamente o surrealismo. O enredo do filme é relativamente simples: um garoto que tem sonhos lúcidos deseja ter mais controle sobre essa situação. Mas o que realmente preenche o filme até transbordar de significados são os diálogos em que o garoto se mete em seus sonhos. Encontra personagens discutindo temas pesados como existencialismo, física moderna, realidade e representação, política situacionista e crítica ao capital, sincronismos, vida após a morte, e é claro, os próprios sonhos. Já ouvi pessoas comentando que Waking Life não se trata de um filme, mas de um tratado de filosofia. Talvez tenham razão..

Esse link faz uma análise muito interessante das idéias que tecem o filme, a partir das fontes de onde o diretor bebeu: pensadores como Sartre, Kierkagaard, Nietzsche, Jung, Timothy Leary, Philip K Dick, Guy Debord, Santo Agostinho, Platão e diversos outros. Mas antes de ler, assistam o filme! :)

 

Surplus

Surplus

Longe de ser apenas uma crítica ao consumismo ou a sistemas políticos, Surplus, documentário sueco, dirigido pelo italiano Erik Gandini em 2003,  é um olhar sobre o jeito de ser e de viver da humanidade. Largamente divulgado pela Internet, este trabalho coloca em discussão não apenas a vida em sociedade e a ordem estabelecida, como também a própria essência humana.

Leia mais em http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1453

A cor do Paraíso

A cor do Paraíso

A Cor do Paraiso narra a comovente e bela história de Mohammad, um menino cego de nascença que frequenta uma escola para cegos em Teerão. Nas férias, Mohammad volta para seu vilarejo nas montanhas, onde vai junto da família ao norte do país. Da avó e irmãs, recebe carinho e atenção. Do pai, ganha desprezo e ressentimento. Mohammad é um garoto muito vivo, que tem uma enorme sensibilidade e no contato com a natureza descobre coisas novas iniciando o seu amadurecimento. O seu jeito simples de ver o mundo é uma lição de vida.

Fonte: http://agal-gz.org/blogues/index.php/aesmorga/2007/05/04/la_cor_do_paraisor_abre_ciclo_lcinema_e_

Fotos

Observação: Toda a programação de filmes está sendo adiada uma semana, por conta do adiamento do filme O Enigma de Kaspar Hauser.

A página com a programação completa já está atualizada.

O enigma de Kaspar Hauser

Cartaz - O enigma de Kaspar Hauser

Cartaz - O enigma de Kaspar Hauser

Dirigido por Werner Herzog em 1974, O Enigma de Kaspar Hauser (baseado em livro homônimo) é tema de discussão na filosofia, ciências sociais e antropologia há muito tempo. Entre os temas decorrentes da análise do filme estão a prática social condicionada, o convívio social como construtor da identidade psicológica do homem, o conflito entre persona e sociedade, além de infinitos paralelos com correntes filosóficas de grandes pensadores.

Estas interpretações não são necessariamente excludentes, sendo possível levar mais do que uma delas em consideração sem que apareçam contradições. Herzog sempre teve interesse em histórias exóticas que flertam com reflexões de nível psicanalítico, religioso, antropológico, poético e etc. Este filme não foge à regra. Se trata de uma pessoa (o tal Kaspar Hauser) que, logo após o nascimento, foi mantido escondido em um celeiro, privado de qualquer contato com o mundo externo até completar 18 anos.

fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/492328-enigma-kaspar-hauser/

Obs: houve uma pequena modificação na programação, O enigma de Kaspar Hauser seria passado originalmente no dia 10, mas foi adiado para o dia 17 de Setembro.

Dirigido por Werner Herzog em 1974, O Enigma de Kaspar Hauser (baseado em livro homônimo) é tema de discussão na filosofia,
ciências sociais e antropologia há muito tempo. Entre os temas decorrentes da análise do filme estão a prática social condicionada, o convívio social como construtor da identidade psicológica do homem, o conflito entre persona e sociedade, além de infinitos paralelos com correntes filosóficas de grandes pensadores. Estas interpretações não são necessariamente excludentes, sendo possível levar mais do que uma delas em consideração sem que apareçam contradições.Herzog sempre teve interesse em histórias exóticas que flertam com reflexões de nível psicanalítico, religioso, antropológico, poético e etc. Este filme não foge à regra. Se trata de uma pessoa (o tal Kaspar Hauser) que, logo após o nascimento, foi mantido escondido em um celeiro, privado de qualquer contato com o mundo externo até completar 18 anos.

Donnie Darko

Cartaz da exibição de Donnie Darko

Cartaz da exibição de Donnie Darko

Donnie Darko é um filme ambientado no final dos anos 80, em que o diretor Richard Kelly realizou com excelência uma mistura de De Volta Para o Futuro,  teorias de Stephen Hawking, críticas ao dualismo reducionista, desfecho complexo a la David Lynch e a trilha sonora oitentista de Joy Division, Echo and The Bunnymen, Tear For Fears entre outros. Isso já é o suficiente, apreciem com moderação.

Pi, o filme

Cartaz da exibição de Pi, o filme

Cartaz da exibição de Pi, o filme

 

Com um ar expressionista, filmado todo em preto e branco com alto contraste, Pi, de Darren Aronofsky, é um filme de clima tenso, que expõe um matemático a beira da insanidade, em sua busca pelo padrão numérico definitivo, aquele que determina o comportamento genérico da natureza. Estudando os padões na bolsa de valores, Max chega a um mesmo número que um matemático judeu que estuda os padrões numéricos no Torá.  Como o matemático grego Pitágoras, Max acredita que todas as coisas são números. Isso é ressaltado ao longo do filme, com a repetição do seguinte monólogo de Max:

"Eu reassumo minhas posições:
1- A matemática é a língua da natureza.
2- Tudo o que existe pode ser representado e entendido por números.
3- Se você criar gráficos dos números de qualquer sistema, padrões surgirão
4- Existem padrões em todos os lugares da natureza".

Mas de forma análoga ao personagem Fausto, de Goethe, Max torna-se obcecado e paranóico em sua incessante busca pela Verdade. Como Fausto, que realiza o clássico pacto com o Diabo afim de obter o segredo da existência, Max faz um acordo com a máfia suja que procura faturar alto por trás da bolsa de valores. A princípio ele nega o dinheiro que lhe foi oferecido, afirmando que suas pesquisas não são motivadas pelo dinheiro, mas sim pela curiosidade científica. Mas o processador valvulado de Max queima ao calcular pela primeira vez a sequência de 216 números que definiria o comportamento do número Pi, o que faz com que o matemático acabe por aceitar um acordo com os investidores, onde ele teria que fornecer seus resultados e em troca receberia um poderoso microprocessador de Silício.  

O estilo do diretor Darren Aronofsky, ao usar a repetição frenética de cenas e diálogos, enquadramentos ousados, situações perturbadoras e os efeitos de substâncias químicas no organismo seria adotado mais tarde também no filme Requiem para um Sonho, do mesmo diretor.
A situação vivida por Max nos traz à mente filmes como "El maquinista", de Brad Anderson , e a fotografia traz a lembrança do clássico expressionista "Metropolis" de Fritz Lang, assim como "Eraserhead" de David Lynch.

O número Pi

Pi é o valor da razão entre o comprimento da circunferência e o seu diâmetro. Também é uma das mais antigas constantes matemáticas conhecidas (fala-se do Pi em relatos feitos pelos antigos gregos, há mais de dois mil anos). Um círculo é, provavelmente, a forma geométrica mais perfeita e simples conhecida pelo ser humano. Como o Pi não é uma fração, não existe uma forma de descobrir seu valor exato. Na escola, aprendemos apenas que Pi é igual a 3,14 – e já basta para os cálculos das aulas de matemática e física. Já em cálculos científicos, usam-se mais dois números após a vírgula: 3,1416.

Praticamente desde que o Pi existe, matemáticos e pesquisadores de todo o mundo têm dedicado muito tempo a calcular e descobrir mais e mais dígitos possíveis após a vírgula, transformando o valor de Pi em um número gigantesco. Sendo um número infinito, muitos matemáticos se dedicam também a pesquisar os incalculáveis dígitos do Pi em busca de um padrão, um número perfeito que seria a resposta para tudo o que existe no Universo.

Referências
http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/pi.html

http://oldweb.cecm.sfu.ca/projects/ISC/dataB/isc/C/pi10000.txt